Gilvan ‘explode’ a lógica atual

A entrevista do ex-deputado federal Gilvan Freire, nesta segunda-feira, ao programa “Informe Paraíba”, sob o comando do competente jornalista Napoleão de Castro, na TV Miramar, expressa a possibilidade da mais forte rearrumação da política da Paraíba, nunca vista até agora nos últimos tempos.

Pode ser que não dê em nada, mas pode, sim, gerar um fermento no redesenho da política – partidária gerando alianças entre adversários como Maranhão e Cícero e, noutra ponta, envolvendo o governador Cássio e o prefeito Ricardo Coutinho, como um dia ouvi pela primeira numa hora de lazer no Garden Hotel.

Uma figura de relevo antecipou-me: pode surgir novidade logo depois do São João reconfigurando a política da Paraíba como nunca se viu.

Desdenhei, confesso, mas o ensaio e postura de Gilvan Freire produz com Napoleão de Castro projeções as mais profundas, como a eliminação do senador Efraim Morais como alternativa ao Governo.

Gilvan foi peremptório em sua análise: a tendência dentro da conjuntura em que o senador Maranhão se alia ao prefeito de Campina para o Governo (dentro do normal), mas logo ficará distante do prefeito de João Pessoa levando a uma aproximação com o governador Cássio.

Gilvan fez um corte no raciocínio para inserir Ney no processo:

– Você não encontra ninguém que se movimente tanto quanto o senador Ney levando em consideração os três senadores atuais – disse Gilvan projetando que a tendência é de uma composição envolvendo Efraim e Ney numa composição do Senado em 2010 porque entende “que Ney não se somara mais com Maranhão”.

Nesse caso, tiraria Cássio do processo, por intuição? Ou o que mais?

O fato é que, mesmo dizendo nada ter a ver com o governador Cássio, a nova posição de Gilvan o faz instigador, relevante discursivamente e novo provocador da implosão da composição política atual que faz projetar o governador Cássio para caminhos diferentes dos atuais, isolando Cícero para uma nova composição.

– Saio de perto dele quando ele tem sete anos pela frente, por ele não precisar de mim, mas não tenho mais conviver com suas idéias, mesmo nutrindo amizade – disse Gilvan pedindo a Cicero para refletir diferente em 2010.

A prática Gilvan abre a hipótese de Cássio votar em 2010 em favor de um candidato fora da cidade sob argumento de que Veneziano já fez isso em 2006 o mesmo com Maranhão.

Trocando em miúdos, Gilvan deflagrou a nova composição de 2010 gerando mudanças inimagináveis, mas que, como diz a política da Torrelândia, tudo é possível diante da dinâmica.

Mais Posts

Tem certeza de que deseja desbloquear esta publicação?
Desbloquear esquerda : 0
Tem certeza de que deseja cancelar a assinatura?
Controle sua privacidade
Nosso site utiliza cookies para melhorar a navegação. Política de PrivacidadeTermos de Uso